Aguardei a porta do metrô abrir e entrei, estava lotado.
As pessoas foram descendo em seus destinos e este foi esvaziando, restando apenas um grupo desconhecido que dialogava na lateral do veículo.
Eu estava pensativo, ruim de grana e circulando sem destino, tentando observar as maravilhas das ruas de Paris, quando de repente a porta se abre e você surge porta adentro.
Não lhe percebo de imediato, porém ao virar-se em busca de lugar você deixa antever a grande fenda existente no vestido colado em seu belo corpo.
Distancio meus pensamentos dos problemas e começo a apreciar você, a viajar em seu derrier que gravo em minha mente. Pus meu olhar para as mãos que você usava para segurar-se firme e pude observar que suas unhas estavam pintadas do mesmo tom do seu vestido, vermelho. Desci passeando em suas curvas, passei pela fresta do tecido que parecia não ter fim, adentrei meus olhos entre suas pernas, coxas, findando em seus tornozelos donde visualizei suas sandálias de salto agulha, também na rubra cor, suspirei.
Nossa, essa mulher veio pronta para arrasar corações, olhei tantos caminhos em você que iniciei uma ereção. Constrangido, direcionei meus olhos para outras paisagens lá fora ciente que você sequer reparara em mim. Olho ao redor, mas nada me interessa e elevo os olhos para o céu onde as estrelas se encontram, quando sinto um vento pela pele onde você me toca perguntando se pode sentar-se ao meu lado. Sinto vontade de gritar, porém, mudo, assinto com a cabeça e você coloca seu precioso traseiro no banco ao meu lado e pergunta meu nome. Digo rápido – Gerard –,você me olha de alto abaixo e prosseguimos a viagem.
O vagão está mais vago quando sinto seu olhar pousar em mim como uma pluma, a vontade me apressa eu fecho os olhos e sem nada dizer você desliza sua mão em meus joelhos, percorrendo o caminho ascendente, encontrando o monte ainda volumoso sob as calças e entre minhas pernas.
Paralisado pela ousadia, prendo a respiração e você como quem nada quer passa a língua nos lábios, mexe em seus negros cabelos, me olha com olhos famintos e pede para que eu abra o meu zíper.
Num louco impulso, o faço e exponho meu pênis viril. Você alucinada o arranha levemente com as unhas em toda extensão deixando-o ainda mais rijo, logo cai de boca e cobre o meu mastro envolvendo-o com a língua e sugando-o como se quisesse engoli-lo. Seguro firme no banco da frente sem ligar para os outros dentro do ambiente, em um passe de mágica você senta em mim e eu entro forte como uma seta firme. Você mexe e remexe o quadril gostoso, nosso corpos se misturam com o balancear do transporte, sinto que vou explodir em um grande gozo e mordo seu ombro nu para sufocar o gemido. Seguimos juntos de encontro as estrelas que se fundem ao raiar do dia, quando... todo lambuzado e não tendo como esconder eu acordo gozando e pensando em você.